Perfeita Contradição (Part. Fagner)

Na dor da peleja há luz
No riso tem lágrima
No adeus da saudade a voz que promete
Que em breve vai regressar

Na fé que eu já sei de cór
Tem dor que eu não sei rezar
Há verbo que adjetiva
Sujeito em perfeito amar

Nos dias que o tempo leva
Memórias que vão chegar
No avesso que não se mostra
Segredos pra se levar

Nem toda reza é santa
Nem todo escuro é breu
Nem toda beleza encanta
Nem tudo que tenho é meu

Nem todo amor nos ama
Nem todo ateu sem Deus
Nem tudo que não nos nega
Nem tudo que sou é meu

No céu do sertão tem mar
Na espera de renascer
No olhar sertanejo há sede de chuva
É crivo que clama ao céu

Na dor que eu já sei de cór
Na fé que não tem razão
Tem vértice no horizonte
Perfeita contradição

Nos dias que o tempo leva
Memórias que vão chegar
No avesso que não se mostra
Segredos pra se levar

Nem toda reza é santa
Nem todo escuro é breu
Nem toda beleza encanta
Nem tudo que tenho é meu

Nem todo amor nos ama
Nem todo ateu sem Deus
Nem tudo que não nos nega
Nem tudo que sou é meu

Nem toda reza é santa
Nem todo escuro é breu
Nem toda beleza encanta
Nem tudo que tenho é meu

Nem todo amor nos ama
Nem todo ateu sem Deus
Nem tudo que não nos nega
Nem tudo que sou é meu

Nem tudo que sou é meu
Nem tudo que sou é meu
Nem tudo que sou é meu
Nem tudo que sou é meu